05/12/2018

Alagoas registra 1306 casos de sífilis em adultos no ano de 2017

Terça do Conhecimento falou sobre IST/Aids para enfermagem

Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) mostram um crescimento no número de casos de sífilis em Alagoas. Em 2013 foram registrados 451 casos em adultos, em 2016 foram 1015, já em 2017 1306 pessoas foram diagnosticas com a doença.  Em gestantes foram 409 registros em 2016, 626 casos em 2017 e até setembro deste ano 619 diagnósticos.

Segundo a enfermeira e técnica do Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais, pela Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau), Catarina Labouré Castro Azevedo de Melo, os números, na verdade, são reflexos de uma disseminação dos testes rápidos que permitem um diagnostico da doença.

A sífilis congênita foi a única que apresentou uma queda. Em 2013 foram 409 casos, em 2017 344 e até setembro de 2018, 253 casos registrados. Porém, as pesquisas ainda apontam que o tratamento durante a gestação nem sempre é adequado e há um grande índice de parceiros que não fazem o tratamento.

Os números foram apresentados na palestra “Técnica da Sífilis do Programa Estadual de IST/Aids e Hepatites Virais”, na última terça-feira (04), durante o projeto promovido pelo Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL), a Terça do Conhecimento. A palestra aconteceu no auditório da Uninassau Ponta Verde contou com um público de enfermeiras.

A palestrante a enfermeira Catarina Labouré apresentou as características da doença, orientação para os testes rápidos e os tratamentos adequados. “Tudo que estou apresentando está preconizado no Manual do Ministério da Saúde, disponível na internet”, alertou Catarina ao lembrar a importância do tratamento rápido através da penicilina benzatina.

Sífilis – A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), causada pela bactéria Treponema pallidum, sendo transmitida por meio de relação sexual (vaginal, anal e oral) desprotegida, com uma pessoa infectada. A doença pode ser transmitida para a criança, durante a gestação ou parto e pode apresentar diversas formas clínicas, sendo classifica como primária, secundária, latente e terciária.

De acordo com um Boletim Epidemiológico de 2016, o Brasil enfrenta uma crise de sífilis, e em Alagoas não é diferente. Maceió é a quinta capital que mais registrou casos da infecção. A educação, conscientização e políticas públicas voltadas ao assunto são meios importantes para combater a doença.

Enfermagem no enfrentamento à sífilis – O sistema Cofen/Conselhos Regionais é parceiro do Ministério da Saúde na luta contra a epidemia. Parecer normativo aprovado em setembro de 2016 atualiza as normas para a realização dos testes rápidos, facilitando a detecção da sífilis e outras doenças. Utilizados para triagem, os testes são de fácil execução, não exigem infraestrutura laboratorial e ficam prontos em até 30 minutos. A difusão do teste rápido precisa ser acompanhada da ampliação do tratamento.

O encaminhamento para unidades de referência distantes representa uma barreira de acessibilidade, dificultando o tratamento, que, nos casos da sífilis em gestantes, é de máxima urgência. É essencial o tratamento imediato da gestante e seu parceiro, tão logo seja identificada a doença.

Confira a apresentação completo.




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