08/10/2018

Coren-AL leva representante para XVI Congresso de Oncologia Pediátrica

O enfermeiro especialista em oncologia, Maycon Correia, lembrou a importância do enfermeiro no processo de diagnostico e cura da doença

O conselheiro Maycon Correia participou do XVI Congresso de Oncologia Pediátrica, representando o Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas. O evento aconteceu entre os dias 3 e 5 de outubro na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, e é organizado pela Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE). O congresso reúne especialistas nacionais e internacionais para discutir o câncer infantil.

De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (INCA), no Brasil são esperados 12.500 novos casos de câncer em crianças e adolescentes em 2018, mesmo montante que deve se repetir para o próximo ano.

O evento reuniu diversos profissionais da saúde que compõem uma equipe multidisciplinar, que podem potencializar as chances de cura da doença no Brasil.

Para o conselheiro Maycon Correia, que é especialista em oncologia, o congresso foi importantíssimo para reforçar a importância da enfermagem no processo de diagnostico, tratamento e cura da doença.

“A enfermagem, por estar ao lado de cada criança, adolescente e familiar, deve ter um olhar diferenciado, humanizado para acolher essa família, que a partir do momento em que é diagnosticado e dará início ao tratamento, necessitarão de um apoio para saber lidar com essa nova etapa na vida do seu ente querido.”, afirmou Maycon.

Segundo as estatísticas o câncer é a segunda principal causa de morte de crianças e adolescentes brasileiros, também de acordo com o INCA. Os óbitos decorrentes de neoplasias ficam atrás apenas das mortes causadas por fatores externos, como acidentes e violência. Este é um cenário extremamente preocupante, sobretudo à luz das projeções de aumentos dos casos de câncer no mundo.

 

Novos dados do câncer

Pela primeira vez em seis anos, a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), instituição filiada à Organização Mundial de Saúde, atualizou as estimativas da doença no mundo. Os números compõem o Observatório Global de Câncer e traçam um paralelo do nosso momento atual, trazendo ainda uma projeção de crescimento do câncer até 2040.

Segundo os novos dados, a incidência mundial do câncer deve aumentar em 63% nos próximos 20 anos, algo que certamente trará reflexos no Brasil. Em terras tupiniquins os 559 mil casos anuais em 2018 devem saltar para 998 mil em 2040, aumentando 78%.

Quando transportamos esses números para o câncer infantil, chegamos ao montante de 29.940 diagnósticos de crianças e adolescentes em 2040, isso porque o próprio INCA utiliza a metodologia de projetar que as neoplasias nessa população correspondam a 3% do total de casos de câncer esperados no ano.

 

Lutando com informação

Nesse cenário assustador, a luta contra o câncer na infância e adolescência tem com uma das principais armas a informação. Como o câncer infantil possui o que os médicos chamam de inespecíficos, facilmente confundíveis com sinais de outras doenças menos séries e relacionadas ao processo de crescimento, a informação se torna ainda mais importante. Entre esses sintomas inespecíficos estão: febre, ínguas, dor nos membros, dor na barriga, manchas roxas inexplicáveis, palidez e emagrecimento.

 

Coren-AL com informações assessoria do Congresso




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