02/05/2018

Coren-AL participa de encontro para aumentar adesão nas Saúde voltada à mulher

Coordenadora da Câmara Técnica de Atenção à Saúde da Mulher, Hilca Mariana, acredita que a iniciativa do Cofen fortalece a categori ...

A enfermeira obstétrica e coordenadora da Câmara Técnica de Atenção à Saúde da Mulher do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL), Hilca Mariana e a Enfermeira, Sandra Taveiros, participaram, entre os dias 26 e 27 de abril, de um encontro na sede do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), em Brasília, para participar da I Oficina de Planejamento Estratégico das Ações para 2018. A discussão pode gerar ações que aumente a adesão de enfermeiros nas ações voltadas à Saúde da Mulher.

O objetivo da reunião foi de propor diretrizes nacionais para os Grupos Técnicos, Câmaras Técnicas e Comissão de Saúde da Mulher dos Conselhos Regionais de Enfermagem. A oficina de trabalho foi realizada utilizando metodologias ativas na tentativa de construir conceitos estratégicos a partir do coletivo, dividindo o público presente em subgrupos de trabalho de acordo com as 5 regiões federativas do Brasil, nos eixos: (1) formação em enfermagem na área da Saúde das Mulheres; (2) regulação em enfermagem no campo da Saúde das Mulheres; e, (3) na prática em enfermagem na área da Saúde das Mulheres.

De acordo com a coordenadora, a iniciativa do conselho federal é muito importante, pois fortalece a categoria. “Nossa principal expectativa é a uniformidade das ações, não apenas teóricas, mas normatizadas e colocadas em prática”, explicou. Tivemos a grande e valorosa oportunidade de fazer parte do planejamento levando as demandas de acordo com nossa realidade alagoana, que mesmo com os incentivos financeiros dentro do Sistema Único de Saúde, as ações ainda não equivalem à demanda de cuidados as nossas Mulheres, na totalidade de suas necessidades e diversidades. A rede de apoio destinada à esse público ainda negligencia os cuidados necessários nos âmbitos da atenção básica, média e alta complexidade. Por outro lado, estamos com déficit de enfermeiras especialistas na área cadastrados no sistema Coren/Cofen, e atuando com qualidade técnicaa e dentro legalidade as suas ações de cuidado direto e indireto à Saúde das Mulheres.

Também participaram do encontro, representantes do Ministério da Saúde (MS), grupos técnicos, câmaras técnicas e comissões de Saúde da Mulher do Sistema Cofen/Conselhos Regionais. Uma Oficina de Planejamento Estratégico de Saúde da Mulher dos Conselho Regionais de Enfermagem foi realizada durante o encontro.

Mortalidade materna – Um levantamento do Ministério da Saúde apontou que, entre 1990 e 2015, a mortalidade materna caiu em 57%. Apesar do avanço, os desafios ainda são muito, principalmente na melhoria estrutural dos locais de parto, falta de vagas suficientes na rede de atendimento, e processos de trabalho. Hoje temos consciência que não basta apenas diminuir o número de óbitos mas também melhorar a experiência de gestação, parto e puerpério implementando as recomendações atualizadas do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde, sempre pautada na melhor informação ( evidências científicas), na humanização dos serviços, no protagonismo feminino e no respeito aos direitos humanos à manutenção da saúde.

Para melhorar o atendimento das mulheres no serviço público de saúde, diversas ações estão sendo implementadas. Como exemplo, o Ministério da Saúde cita a implantação do Acolhimento e Classificação de Risco (A&CR), que amplia a responsabilidade dos profissionais de saúde, e melhora o trabalho em equipe durante o parto. A presença da Enfermeira Obstétrica à frente das ações já faz parte das recomendações do MS no âmbito da Saúde da Mulheres desde a década de 90, tendo em vista o serviço diferenciado e as indicações citadas nas evidências científicas.

Necessidade – A Coordenação Nacional de Saúde das Mulheres/MS apresentou dados atualizados aos participantes do evento e apresentou como desafio brasileiro: (1) mudar as estruturas hospitalares tendo em vista que 98% dos partos acontecem dentro dos hospitais sendo necessário adequar a ambiência das maternidades respeitando a diversidade e implantar mais Centros de Parto Normais e Casas de Gestantes, Bebês e Puérperas; (2) alterar o processo de trabalho atual em que 88% dos partos são assistidos por médicos para 70% cuidados por Enfermeiras Obstétricas; (3) fortalecer a rede pois ainda temos uma alta taxa de peregrinação de mulheres à procura de vaga nas maternidades (30%) onde o objetivo será promover a vinculação da mulher ao local de parto e a suficiência de leitos, bem como a qualificação do pré-natal.

“Considerando a evolução deste cenário na Enfermagem, o Ministério da Saúde lançou, em 2017, o ApiceOn. O projeto visa qualificar os processos de atenção, gestão e formação relativos ao parto, ao nascimento e ao abortamento nos hospitais com atividade de ensino, incorporando um modelo com práticas por evidências científicas, humanização, segurança e garantia de direitos”, afirmou a representante do MS. Atualmente, existem 96 hospitais parceiros.

Outras iniciativas foram apresentadas no evento, como Parto Cuidados, onde a gestante é classificada por grupos com características obstétricas, além da ampliação do Dispositivo Intrauterino (DIU) nas maternidades, Unidades Básicas de Saúde (UBS) e atenção especializada ambulatorial, incentivo à anticoncepção pós-parto e pós abortamento com objetivo principal de atender aos cuidados nas diversas faixas etárias, necessidades e diversidades.

Coren-AL com informações do Cofen




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