05/10/2018

Coren-AL participa de seminário de combate a sífilis

O ex-conselheiro do Cofen Venceslau Pantoja também participou do evento promovido pela Prefeitura de Maceió em parceira com o Estado

Na tentativa de combater os altos índices de sífilis no estado, a Prefeitura de Maceió e o Governo do Estado de Alagoas realizaram o Seminário “Sífilis, não! Teste, trate e cure”, nesta quinta-feira (04), no auditório da Uninassau do Farol. O Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) ao lado do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e diversos órgãos de saúde participaram do evento que discutiu políticas públicas de enfrentamento e prevenção da doença.

O coordenador do Comitê de Valorização do Coren-AL, Lucas Casado, participou da abertura do evento e destacou a importância do enfermeiro no combate da doença e da desmistificação da aplicação da penicilina benzatina. Já Dannyelle Dayane, membro da Câmara Técnica da Saúde da Mulher do Coren-Al participou da mesa “Enfrentamento da Sífilis: atuação e desafios”, ao lado do ex-conselheiro e atual membro da Câmara Técnica de Assistência à Saúde do Cofen, Vencelau Pantoja.

“O Conselho Federal vem somado com as ações do Ministério da Saúde para o enfrentamento da Sífilis, seja na abertura da legislação da enfermagem para a realização dos exames rápidos por parte dos profissionais do nível médio, seja para desmistificar o temor dos profissionais da aplicação oportuna da penicilina para ter todo aquele aparato de urgência e emergia, por isso estamos percorrendo o país. É muito importante a participação do regional em eventos como este”, reforçou Pantoja.

Lucas Casado e Dannyelle Dayane, como representantes do Conselho, destacaram a função do conselho e do seu papel profissional e social dos profissionais de enfermagem para melhorar os indicadores de saúde. “O Conselho está de portas abertas e possui diversas ferramentas para auxiliar e se preciso defender o profissional”, afirmou Danyelle.

Penicilina – Em 2017, o Cofen publicou nota técnica sobre a importância da administração da penicilina benzatina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente, para o tratamento da sífilis adquirida e sífilis na gestação.

Único medicamento comprovadamente capaz de atravessar a barreira placentária e prevenir a sífilis congênita, a penicilina benzatina pode ser administrada por profissionais de Enfermagem no âmbito das Unidades Básicas de Saúde, mediante prescrição médica ou de Enfermagem.

A nota técnica afirma, ainda, que ausência do médico na Unidade Básica de Saúde não configura motivo para não realização da administração oportuna da penicilina benzatina por profissionais de Enfermagem.

Enfermagem no enfrentamento à sífilis – O sistema Cofen/Conselhos Regionais é parceiro do Ministério da Saúde na luta contra a epidemia. Parecer normativo aprovado em setembro de 2016 atualiza as normas para a realização dos testes rápidos, facilitando a detecção da sífilis e outras doenças. Utilizados para triagem, os testes são de fácil execução, não exigem infraestrutura laboratorial e ficam prontos em até 30 minutos. A difusão do teste rápido precisa ser acompanhada da ampliação do tratamento.

O encaminhamento para unidades de referência distantes representa uma barreira de acessibilidade, dificultando o tratamento, que, nos casos da sífilis em gestantes, é de máxima urgência. É essencial o tratamento imediato da gestante e seu parceiro, tão logo seja identificada a doença.

A doença – A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema Pallidum. É transmitida por meio de relação sexual (vaginal, anal e oral) desprotegida com uma pessoa infectada, ou ainda pode ser transmitida para a criança durante a gestação ou o parto. Ela pode se apresentar das mais variadas formas clínicas e é classificada em diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

O Brasil enfrenta uma epidemia de sífilis. Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2016, entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis congênita, que pode provocar complicações graves, inclusive cegueira e morte do bebê, teve um aumento de 19%.

 




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