24/03/2020

Coronavírus: Coren-AL fiscaliza EPI em instituições de saúde

A previsão é fiscalizar mais de 50 instituições de saúde até sexta, dia 27

Conselheiro Alexandre no USB da Pitanguinha

Em dois dias, 12 instituições de saúde já foram fiscalizadas pelo Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) para verificar a distribuição dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A meta é fiscalizar mais de 50 instituições de saúde até sexta-feira, dia 27.

Entre os locais, a equipe de fiscais esteve nesta terça-feira (24) no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu e Hospital Escola Dr. Helvio Auto (HEHA) que apresentaram os fluxos de organização do serviço de enfermagem bem organizados e o abastecimento de EPI’s conforme preconiza as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde e Conselho Federal de Enfermagem (Cofen).

Em contrapartida, algumas Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão faltando equipamentos. Na UBS do bairro da Pitanguinha, em Maceió, faltam máscaras, avental/capote, papel toalha e álcool em gel. O local só possui álcool 70% líquido. Nas áreas de triagem dos pacientes não possui pia e, consequentemente, não é possível a higienização correta das mãos nessas salas.

Conselheiro Alexandre e coordenador de fiscalização Weslley Feitoza

“Além do que está faltando, alguns profissionais relataram que foram orientados a lavar o capote descartável para reutilização, mas os fiscais orientaram que isso não é recomendado. Vamos dar entrada amanhã na Secretaria de Saúde, na Vigilância Sanitária e no Ministério Público do Trabalho”, afirmou Weslley Feitoza, coordenador do departamento de Fiscalização.

O conselheiro enfermeiro Alexandre Souza esteve presente em todas fiscalizações e ressalta que apesar do Conselho estar fechado para o atendimento ao público, o trabalho não para. “Estamos fiscalizando intensamente os hospitais e unidades de saúde. Os inscritos também podem tirar dúvidas através do whatsapp”, afirmou Alexandre.

O presidente do Coren-AL, Renné Costa, destaca que é um direito recusar atividades que não ofereçam segurança ao profissional da saúde e às suas famílias, como é o caso da ausência de EPIs. A norma está prevista no Código de Ética do Profissional de Enfermagem, que possui a Resolução nº 564/2017, no capítulo dos Direitos Profissionais, em seu artigo 22.

“O momento não é fácil e entendemos que a compra de EPI’s está cada vez mais difícil, mas estamos prezando pela segurança do profissional de enfermagem que é a maior mão de obra da saúde. Se quem cuida adoece, como vamos cuidar da população?”, questionou o presidente ao afirmar que é importante frisar casos positivos como o do HEHA e do Samu.




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