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Em meio à pandemia, profissionais de Enfermagem da Santa Casa usam máscara de TNT

Seguindo o calendário de averiguações, a equipe do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) esteve nesta quinta-feira, dia 30, na Santa Casa de Misericórdia de Maceió. Os conselheiros foram à unidade de saúde após uma queixa recebida pelo WhatsApp de denuncias e confirmaram o uso inadequado das máscaras e os profissionais descansando no chão. O número para realizar denuncia ao Conselho é o (82) 98154-6584.

De acordo com a averiguação, as máscaras utilizadas pelos profissionais não são adequadas para o contato com os pacientes infectados pelo coronavírus, pois são confeccionados apenas com TNT.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a determinação é que esse tipo de máscara deva ser utilizado apenas pela população em geral. A OMS recomenda ainda que os profissionais de saúde utilizem máscaras cirúrgicas.

Ainda durante a averiguação, profissionais da Santa Casa de Misericórdia relataram aos fiscais que o local de descanso fica distante dos leitos da unidade, e como o horário para a prática é de apenas duas horas, não daria tempo hábil de ir, descansar e retornar ao posto de trabalho.

Outra reclamação do local de descanso é que, além de distante, ele só possui apenas 8 poltronas, para um universo de 660 profissionais de enfermagem, além dos profissionais de outras áreas da saúde e do setor administrativo. Para suprir a deficiência, muitas vezes a solução encontrada pelos enfermeiros, técnicos e auxiliares da enfermagem é descansar no chão dos seus postos de trabalho.

O presidente do Coren-AL, Renné Costa, afirmou que a situação será repassada para o Ministério Público do Estado e os demais órgãos competentes. “Além de sofrerem a pressão de trabalhar diante de um cenário de guerra que tem sido esse vírus, os profissionais da Santa Casa ainda precisam lidar com a falta de Equipamentos de Proteção Individual e de dignidade na hora do descanso”, afirmou o presidente.

Os fiscais e conselheiros Paulo Guimarães, Rildo Bezerra e Maycon Correia, também destacaram que a maioria dos profissionais está assinando um contrato com a escala 12 x 36 considerada cansativa e perigosa para os profissionais da saúde que lidam diariamente com vidas. A escala 12 x36 é aquela em que o empregado labora 12 horas diárias e descansa por 36 horas consecutivas.