28/09/2018

Equipe do Ministério da Saúde pede apoio ao Coren-AL para campanha de combate à Sífilis

A Enfermagem é fundamental para o controle da doença

Maceió é a quinta capital que tem o maior número de casos de sífilis registrado. O dado é preocupante e se estende para todo o Estado. Por isso, representantes do Ministério da Saúde estiveram no Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) na manhã da última quinta-feira (27) para pedir apoio na divulgação da campanha de combate à doença.

Educação, conscientização e políticas públicas são essenciais para atingir a população e incentivar a realização do exame preventivo em grávidas. O terceiro sábado de outubro, que neste ano vai cair no dia 20, foi instituído pela Lei 13.430/2017, o Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita.

O presidente do Coren-AL, Renné Costa, recebeu Neyla Menezes e Marilda Yannashiro, apoiadoras Ministério da Saúde na sede do Conselho e ressaltou que além da campanha para conscientização da população, é importante fazer algo direcionado aos profissionais de saúde.

“A Enfermagem tem papel fundamental no controle da sífilis. Mas ainda existe um tabu muito grande para aplicação da penicilina. O enfermeiro precisa se apropriar do seu papel profissional e social melhorando os indicadores de saúde. Acredito que as campanhas não devem ser voltadas apenas para população em geral, mas também para sensibilização dos nossos profissionais” afirmou Renné.

Ano passado, o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou nota técnica sobre a importância da administração da penicilina benzatina nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do Sistema Único de Saúde (SUS), principalmente, para o tratamento da sífilis adquirida e sífilis na gestação.

Único medicamento comprovadamente capaz de atravessar a barreira placentária e prevenir a sífilis congênita, a penicilina benzatina pode ser administrada por profissionais de Enfermagem no âmbito das Unidades Básicas de Saúde, mediante prescrição médica ou de Enfermagem.

A nota técnica afirma, ainda, que ausência do médico na Unidade Básica de Saúde não configura motivo para não realização da administração oportuna da penicilina benzatina por profissionais de Enfermagem.

Enfermagem no enfrentamento à sífilis – O sistema Cofen/Conselhos Regionais é parceiro do Ministério

da Saúde na luta contra a epidemia. Parecer normativo aprovado em setembro de 2016 atualiza as normas para a realização dos testes rápidos, facilitando a detecção da sífilis e outras doenças. Utilizados para triagem, os testes são de fácil execução, não exigem infraestrutura laboratorial e ficam prontos em até 30 minutos. A difusão do teste rápido precisa ser acompanhada da ampliação do tratamento.

O encaminhamento para unidades de referência distantes representa uma barreira de acessibilidade, dificultando o tratamento, que, nos casos da sífilis em gestantes, é de máxima urgência. É essencial o tratamento imediato da gestante e seu parceiro, tão logo seja identificada a doença.

A doença – A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. É transmitida por meio de relação sexual (vaginal, anal e oral) desprotegida com uma pessoa infectada, ou ainda pode ser transmitida para a criança durante a gestação ou o parto. Ela pode se apresentar das mais variadas formas clínicas e é classificada em diferentes estágios (sífilis primária, secundária, latente e terciária).

Brasil enfrenta uma epidemia de sífilis. Segundo dados do Boletim Epidemiológico de 2016, entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis congênita, que pode provocar complicações graves, inclusive cegueira e morte do bebê, teve um aumento de 19%.

Coren-AL com informações Cofen




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