06/06/2018

Força Nacional de Fiscalização registra irregularidades nas dependências do HU

Salas de cirurgia desativada por falta de profissional, medicamentos vencidos e leitos lotados foram flagrados na instituição

Salas de cirurgia desativada por falta de profissional, medicamentos vencidos e leitos lotados foram flagrados na instituição

Colchões rasgados foram registrados no alojamento conjunto

Uma megaoperação de fiscalização realizada pela Força Nacional de Fiscalização do Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem (FNFIS) está acontecendo durante esta semana em Alagoas. Nesta terça-feira (5), a instituição de saúde inspecionada foi o Hospital Universitário (HU), onde foram flagradas diversas irregularidades.

A sala de cirurgia está desativada por falta de profissionais de enfermagem e equipamentos. Conforme as informações repassadas pelo FNFIS, por esse motivo, das 7 salas de cirurgia, apenas quatro irão funcionar na próxima semana.

Durante a fiscalização, também foi flagrada a utilização incorreta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da pediatria, que tem espaço para 10 leitos e atende 14. Já na UTI geral, as paredes estão descascando e com a presença de uma caixa para descarte de objetos perfuro cortante em cima da pia.

 

Megaoperação nas unidades de saúde registra irregularidades no HU

 

No alojamento conjunto, foram registrados colchões rasgados. Outro flagrante foi em relação aos medicamentos que estavam com a validade vencida. No Centro de Material e Esterilização (CME), os materiais de área suja e limpos foram flagrados no mesmo local, o que facilita a contaminação ou falha humana, de que os profissionais se aproximem. 

A operação, solicitada pelo Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas e tem o apoio do Ministério Público Estadual (MPE), está sendo realizada em 12 instituições na capital e no Agreste. Ela tem como objetivo verificar as condições de assistência de Enfermagem que colocam a população em risco, após denúncias de irregularidades.

  

Leitos lotados foram flagrados durante operação no Hospital Universitário

 

Nota de esclarecimento sobre a fiscalização do COREN/COFEN 

O Hospital Universitário Professor Alberto Antunes (Hupaa-Ufal) informa que deverá receber o relatório da fiscalização realizada pelo Coren-AL na próxima sexta-feira, dia 8 de junho, quando poderá oficialmente responder aos questionamentos levantados. Entretanto, desde já pode esclarecer que o Hupaa tem se esforçado para melhorar o atendimento aos pacientes, modernizando processos de trabalho, incluindo mudanças no sistema de dispensação e controle de medicamentos. Também tem adotado o sistema de farmácias satélites, que reduzem significativamente o risco de acúmulo de medicamentos que podem vir a vencer o prazo de validade, como foi o caso de uma ampola encontrada no ambulatório, já recolhida e dada a correta destinação.

O Hupaa vem atuando ainda para dar continuidade ao Plano de Manutenção da Estrutura Física, no qual está prevista pintura das paredes da UTI Adulto. Esta ação requer planejamento que envolve outras instituições, pois trata-se de unidade de atendimento de alta complexidade e altíssimo risco para os pacientes internados. O projeto de reforma da UTI Geral e da UTI Pediátrica está em fase final de licitação com recursos do Programa Nacional de Reestrutura dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf). 

Com referência à foto do colchão publicada na matéria, ele não estava em uso de pacientes. A estrutura das camas e colchões nos serviços de internamento, todas em perfeito estado, tem sido apresentada aos fiscais do Coren-AL e Cofen.

Cabe esclarecer também que a superlotação da UTI Neonatal é fato recorrente não apenas no Hupaa, uma das duas únicas maternidades públicas de alta complexidade do município, e que acaba atendendo ao estado de Alagoas. É importante ressaltar que o Hupaa é um hospital de ensino que atua de forma complementar dentro da rede de atendimento configurada para o estado e, mesmo não sendo responsável pela totalidade das ações assistenciais, acaba por atuar além de sua capacidade, em razão da demanda de alto risco.

Coordenadoria de Comunicação Social

Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares 

 

Fonte: Ana Clara Mendes | Portal Gazetaweb.com 




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