12/03/2019

Hospital do Coração: exemplo de valorização da enfermagem

O hospital tem local de descanso digno e política de valorização

A enfermagem, que, além dos enfermeiros engloba os técnicos e auxiliares, é a profissão dentro da saúde com maior número de profissionais no Brasil, chegando a mais de 2 milhões de pessoas, segundo pesquisa da Fiocruz e do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). É a segunda profissão com maior do país, ficando atrás apenas do setor metalúrgico.

Os enfermeiros, técnicos e auxiliares em enfermagem, que dedicam sua vida profissional para cuidar dos pacientes, têm lutado por valorização. Entre as demandas estão: um local de descanso digno, jornada de trabalho justa, tratamento igualitário aos outros funcionários da saúde e uma remuneração que corresponda corretamente ao trabalho.

Em Alagoas, o Hospital do Coração (HC-AL) tem se destacado e recebido diversos elogios, não só dos pacientes mas também dos funcionários. Durante uma visita do Conselho Regional de Enfermagem de Alagoas (Coren-AL) foi verificado que o local é exemplo de valorização profissional e um exemplo para o estado.

O presidente do Coren-AL, Renné Costa, destacou que o hospital tem potencial para conquistar o primeiro selo de qualidade Cofen em Alagoas. “Ficamos encantados com o que seria o básico e essencial para a profissão, mas infelizmente ainda é uma exceção no estado. Queremos fortalecer e dar publicidade a casos positivos como esse”, afirmou.

A técnica de enfermagem, Gerda Maria da Silva, trabalha a seis anos no H.Cor

Melhores condições – A técnica de enfermagem, Gerda Maria da Silva, trabalha a seis anos no HC-AL dentro do Centro de Tratamento e Terapia Intensiva e não economiza elogios quando o assunto é ambiente de trabalho.

“Em relação a outras instituições, onde nós terminamos dormindo no chão, no papelão, ou levando colchonetes, aqui é muito diferente. Temos um ambiente adequado para o descanso de enfermagem, que em minha opinião é de fundamental importância, pois é o tempo que nós temos para recarregar as baterias e dar uma assistência realmente de qualidade aos pacientes. O nosso descanso tem a cama adequada, travesseiro, lençóis. Temos tudo para realmente descansar”, destacou.

Já a enfermeira da Educação Continuada do Hospital do Coração, Laura Cardoso, afirma que a preocupação com a relação interpessoal, humanizada com o próprio profissional tem uma contrapartida importante que é oferecer um atendimento e assistência também de qualidade.

Enfermeira da Educação Continuada do H.Cor, Laura Cardoso

“Eles têm a preocupação, desde o processo de seleção, de ter realmente os profissionais mais capacitados, até porque isso é uma continuidade. A gestão reconhece a nossa importância, pois se o profissional é bem acolhido na empresa, é ouvido nas suas necessidades, tem voz, é um modificador, a gente produz mais. Aqui pode se constatar o trabalho em equipe e isso soma. A qualidade traz um resultado mais satisfatório do paciente. Temos a valorização em diversos âmbitos, desde ao cuidado da alimentação, atividades físicas para o colaborador, a preocupação com o descanso do profissional, tudo isso dá uma qualidade de vida melhor. Aqui se oferece qualidade para quem trabalha para dar um serviço de qualidade aos pacientes”, destacou Laura.

Reconhecimento e inspiração – O Hospital do Coração de Alagoas recebeu o prêmio de 2° melhor hospital no Brasil para se trabalhar no total de 15 instituições de saúde avaliadas pela Great Place to Work (GPTW). Os

Médico cardiologista Ricardo César Cavalcanti, diretor presidente do hospital

três primeiros colocados foram: 1° – Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos; 2° Hospital do Coração de Alagoas e 3° – Hospital Israelita Albert Einstein. O ranking da premiação GPTW é elaborado a partir da análise de um questionário sigiloso e abrangente, que avalia as ações de Gestão com Pessoas na empresa.

O médico cardiologista Ricardo César Cavalcanti, diretor presidente do hospital, afirmou que a inspiração veio após a visita a um hospital americano que adotava sentido de time. “As pessoas do hospital tinham uma valorização muito semelhante, era impossível você distinguir quem era técnico de enfermagem, enfermeiro, quem era do administrativo, isso foi algo impactante. Quando a gente voltou e formou o nosso time, inicialmente muito pequeno, ainda no Arthur Ramos, tentamos implantar esse sentimento, mostrando que todos têm importância, independente da hierarquia”, afirmou.

Em relação à função da enfermagem no HC-AL, Cavalcanti relatou que o desenvolvimento e valorização da profissão no local caminharam junto ao sentimento da importância do enfermeiro. “Nós entendemos que a enfermagem está no front, por causa do contato que ela tem com os pacientes. A enfermagem é a alma do hospital, por isso trouxemos profissionais muito jovens, sem vícios, para poder ter essa cultura que imaginávamos de um atendimento humanitário e de igualdade”.

 

 




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